domingo, 11 de novembro de 2012



  A Cama, a cortina e o vento

Sentiu que suas forças se esvaíam enquanto lutava ,por um pouco que fosse, pela paz que ouvira falar e percebia em algumas pessoas. Seus sonhos pareciam correr dele, quando deveriam correr para ele. Sua vontade era permanecer em sua cama ,deitado, tentando pensar em nada que não fosse o balanço curioso das cortinas ao serem tocadas pelo vento sorrateiro que invadia o cômodo pelas frestas da janela. Ele gostaria que a vida fosse mais fácil.
Viver é para os poucos “heróis” que se dispõem a lutar dia após dia por seus desejos,objetivos e sonhos. Ele acha isso muito difícil! Para ser notado/respeitado como alguém, é preciso manifestar opnião, se desentender (ás vezes), priorizar suas necessidades antes das dos outros. Ele não queria nada disso. Tinha preguiça. Achava que as coisas poderiam ser mais fáceis. Sem dificuldades.
Enquanto a vida dos outros continuava, ele permanecia ali deitado em sua cama observando o suave bailar das cortinas. Sem vontade, sem ação.

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